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Setembro Amarelo - Devemos ajudar na prevenção o ano todo


Neste mês que finaliza hoje, tivemos a campanha setembro amarelo que nos conscientizou sobre a prevenção ao suicídio.

Um dado do manual da Organização Mundial da Saúde revela que a maioria das pessoas que cometeram suicídio tem um transtorno mental diagnosticável. Dentre este grupo de risco estão diagnosticados da seguinte forma:

1)Depressão

2)Transtorno de personalidade (antissocial e bordeline com traços de impulsividade, agressividade e frequentes alterações do humor)

3)Alcoolismo e abuso de substancias entorpecentes por adolescentes

4)Esquizofrenia.

Como podemos ver os esquizofrênicos estão no quarto lugar da lista das pessoas que mais cometem suicídio, por isso, neste momento abordarei grupo de pessoas específico as que convivem com o transtorno mental diagnosticados com esquizofrenia.

Como profissional da saúde mental, vivencio a indiferença quando se fala do diagnóstico de esquizofrenia, o preconceito da sociedade ainda é grande. Observo que ocorre dificuldade também por parte dos familiares em aceitar o diagnóstico.

Auxiliar uma pessoa com esquizofrenia que não aceita ter um transtorno mental, que recusa medicação e que às vezes se torna até agressiva é um grande desafio para a família e pessoas que cuidam!

É preciso conhecer cada caso para indicar qual melhor caminho. De forma geral, muitas atitudes, podem sim, ser realizadas. A família ou responsável precisa ter o discernimento de como lidar com situações cotidianas. Este convívio fica desgastado devido falta de compreensão de sintomas clássicos da doença que são encarados como comportamentos inadequados e reprimidos. É extremamente necessário que familiares leiam sobre o assunto, frequentem grupos de discursões e tenham orientações individuais de profissionais. A sobrecarga de cuidados para alguns familiares acaba sendo maior do que para outros e estes, às vezes, não percebem o efeito negativa na sua própria saúde mental, física e as limitações que acarretam em disfunções em suas rotinas diárias. Reuniões com os familiares e as pessoas envolvidas no cuidado, sem a presença da pessoa com a doença, é importante para dividir responsabilidades. Obtêm-se melhores resultados no tratamento para os que sofrem de transtornos mentais graves quando os familiares também recebem orientações e atendimentos frequentes. A família dentro de suas atuações deve participar ativamente da elaboração e efetivação do projeto terapêutico, cada família tem uma realidade que deve ser respeitada, estimulada e acompanhada para que esta interação seja proveitosa para ambas às partes.

No âmbito social, parte da sociedade desconhece o diagnóstico. Quando se fala em esquizofrenia, algumas pessoas tem medo da agressividade que quase é inexistente quando o paciente esta em tratamento. Já vivenciei em uma academia o preconceito ao tentar ingressar pessoas devido o fato de ter este diagnóstico, enfrentamos dificuldade no mercado de trabalho, que muitas vezes oferece vagas para deficiente físico e com déficit cognitivo, mas não abrange a pessoa com transtornos mentais.


Acredito que esta realidade vivida hoje na sociedade, seja devida um passado bem próximo de uma experiência desastrosa de exclusão social com as internações desumanas que mataram milhares de pessoas em hospitais psiquiátricos. Felizmente, hoje temos muitos avanços na área, medicações modernas, valorização de outras formas de atendimento biopsicossocial e internações humanizadas.


É imprescindível à participação da rede ampla (social, cultural, política) que vão desde a participação efetiva dos familiares e comunidade.


Um profissional que faz parte desta rede de atenção biopsicossocial é o terapeuta ocupacional com sua ciência no ramo da ocupação humana, atua de forma ampliando a autonomia e independência destas pessoas em sua comunidade.


Muitas pessoas fazem tratamento com profissionais de diversas áreas e mesmo assim não acontece uma mudança efetiva de vida. A efetivação de um tratamento de rede diminui o potencial de novas crises. Para se considerar rede se faz necessário o trabalho interdisciplinar, este é o alicerce para construção de projetos de vida. Portanto estudar a respeito e cercar-se de profissionais qualificados são as primeiras atitudes a serem realizadas.


Deixo aqui alguns exemplos de atividades que favorecem a qualidade de vida de todos nós, e é claro das pessoas com esquizofrenia também. Realizar exercícios físicos, dormir bem, cuidar da alimentação, formas de expressão diversas, que muitas vezes não acontecem pela via da palavra, mas com intermédios das artes sejam elas a música, as artes manuais e corporais como a dança.


Algumas atitudes que podem ser incorporadas no cotidiano de todos nós: fornecer atenção, tratar com naturalidade, olhar sem julgamento ou ar de superioridade, aceitar os comportamentos bizarros sem fazer chacotas ou desprezar, não subestimar a inteligência e a capacidade deles, não discutir ou desvalidar uma crença do outro, oferecer convites e oportunidades de participar efetivamente de eventos da comunidade. Vejo que estes são alguns exemplos de atitudes concretas para a sociedade conviver de forma mais respeitosa e humana.




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